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Associação das Rádios Públicas do Brasil

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85 anos do rádio no Brasil – 1923-2008

Há 85 anos nascia a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, resultado de um movimento de cientistas vinculados à Academia Brasileira de Ciências. Sob a liderança de Edgard Roquette-Pinto e Henrique Morize, em 20 de abril de 1923 , surge a primeira rádio do país.

HISTÓRIA

Centenário da Independência e o início da Rádio Sociedade

Um grande evento foi realizado em 1922 para comemoração do Centenário da Independência brasileira. Na exposição havia representantes de diversas partes do mundo, figuras ilustres e o presidente Epitácio Pessoa. Na época, duas estações de pequena potência foram montadas: a SPC (Rádio Corcovado) e Western Eletric (Estação da Praia Vermelha). Junto com as emissoras vieram 80 aparelhos receptores que foram distribuídos nas praças públicas de Petrópolis, Niterói e São Paulo.

Durante a exposição, alto-falantes irradiavam os discursos e tocavam músicas. Porém, a má qualidade do equipamento, que reproduzia sons distorcidos, aliada ao ruído provocado pela multidão que ali estava, provocou um desinteresse por esse experimento. Apenas poucos curiosos, entre eles Roquette-Pinto, puderam perceber a potencialidade da radiodifusão.

Abaixo, o relato que Roquette-Pinto escreveu na época:

“A verdade é que durante as solenidades comemorativas de 1922, muito pouca gente se interessou pelas demonstrações então realizadas pelas companhias Westinghouse (Estação do Corcovado) e Western Eletric (Estação da Praia Vermelha). Creio que a causa principal desse desinteresse foram os alto-falantes instalados nas torres do Serviço de Meteorologia (Pavilhão dos Estados). Eram discursos e músicas reproduzidos no meio de um barulho infernal, tudo roufenho, distorcido, arranhando os ouvidos. Era uma curiosidade sem maiores conseqüências. No começo de 1923, desmontava-se a estação do Corcovado e a da Praia Vermelha ia seguir o mesmo destino se a Governo não a comprasse. O Brasil ficaria sem rádio. Eu vivia angustiado porque já tinha a convicção profunda do valor informativo e cultural do sistema, desde que ouvira as transmissões que foram dirigidas na época pelos engenheiros J.C. Stroebel, J. Jonotskoff e Mario Liberalli. Uma andorinha só não faz verão; por isso resolvi interessar no problema a Academia de Ciências, presidida pelo nosso querido mestre Henrique Morize. E foi assim que nasceu a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a 20 de abril de 1923.”

Com o encerramento da exposição, o transmissor do Corcovado foi desmontado e enviado para os Estados Unidos. O mesmo fim teria o equipamento da Praia Vermelha se o Governo não tivesse comprado para utilizá-lo no serviço de radiotelegrafia.

Compreendendo a potencialidade deste invento, Roquette procurou Henrique Morize, então presidente da Academia de Ciências, para falar sobre suas idéias de montar uma estrutura que permitisse levar à população educação e cultura.

Começou um movimento para implantar o Rádio no Brasil. Na época, o cidadão comum não podia ter um aparelho em casa, precisando de um atestado de idoneidade e autorização do governo.

No dia 20 de abril de 1923, surgiu a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Edgar Roquette-Pinto e Henrique Morize, com o prefixo SQA-A. Mais tarde, outros prefixos foram utilizados pela emissora: SQ1-A, PRA-A e PRA-2.

A Primeira Transmissão

A primeira transmissão da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro aconteceu às 20h30 do dia 1º de maio de 1923. O evento aconteceu no interior de uma sala de física da Escola Politécnica, com o equipamento de radiotelegrafia que a Western Eletric trouxera dos Estados Unidos para a Exposição Comemorativa do Centenário da Independência.

Os poucos ouvintes da Estação da Praia Vermelha puderam ouvir, anunciado por Caubi Araújo, o discurso de inauguração da Rádio Sociedade, realizado por seu idealizador Edgar Roquette-Pinto. Estava dado o passo inicial para divulgação da arte, cultura e educação através das ondas curtas de rádio.

Uma história de ética e pioneirismo

Vencida a primeira etapa – colocar a emissora no ar –, Roquette-Pinto tinha uma segunda batalha a enfrentar: a legalização dos serviços de radiodifusão. Era preciso convencer as autoridades a mudar, nas palavras de Roquette, “um regulamento anacrônico, carranca, retrógrado, infeliz, que proibia a prática da T.S.F. (Telefonia Sem Fio) pelos cidadãos.” Nessa época, a polícia apreendia as “galenas” que eram denunciadas.

Assim, depois de intensa peregrinação, os pioneiros da radiodifusão conquistavam mais uma vitória. Em 20 de agosto, quatro meses depois da criação da Rádio Sociedade, o presidente Arthur Bernardes autorizava, oficialmente, as irradiações para fins educativos. O Artigo 3º dos Estatutos da “primogênita” confirmava o ideal dos criadores: “A Rádio Sociedade, fundada com fins exclusivamente científicos, técnicos, artísticos e de pura educação popular, não se envolverá jamais em nenhum assunto de natureza profissional, industrial, comercial ou política”.

Para cumprir com os objetivos determinados pelos fundadores – ser um veículo de difusão científica – a rádio deveria manter, em sua sede, uma biblioteca, sala para cursos e conferências, laboratório de ensaios científicos e uma estação de broadcasting, para irradiar conferências, concertos, assuntos de interesse científico, literário ou artístico, além da hora legal e o boletim do tempo, serviços de interesse à comunidade. Sabiam que lidavam com um público eclético e precisavam fazer eco de suas irradiações.

Cabia aos desbravadores da radiodifusão brasileira formar profissionais para a nova tecnologia de comunicação, que chegava ao Brasil em um clima de expectativa e euforia muito similar ao vivido mais tarde com a chegada da televisão e da internet. O projeto teve êxito e, na comemoração do seu terceiro aniversário, o arquivo da Rádio Sociedade já possuía cerca de dez mil documentos, “alguns do maior valor para a história do rádio no Brasil”.

A Rádio passou a ser um ponto de encontro da intelectualidade nacional e estrangeira. Visitantes ilustres, como Albert Einstein; Madame Curie; o general Ferrié, cientista francês e também pioneiro da radiodifusão, que aperfeiçoou a Telefonia sem Fio (T.S.F.) instalando uma antena no topo da Torre Eiffel; o crítico e historiador francês, Paul Hazard; o futurista Filippo Tommaso Marineti, autor do Manifesto Técnico da Literatura Futurista, entre outras personalidades do mundo intelectual, foram recebidas por Roquette-Pinto e sua equipe. Durante a visita, Einstein manifestou publicamente suas impressões sobre aquela rádio: Após minha visita a esta Rádio Sociedade, não posso deixar de, mais uma vez, admirar os esplêndidos resultados a que chegou a ciência aliada à técnica, permitindo aos que vivem isolados os melhores frutos da civilização. É verdade que o livro também poderia fazer e o tem feito; mas não com a simplicidade e segurança de uma exposição cuidada e ouvida de viva voz. O livro tem que ser escolhido pelo leitor, o que por vezes traz dificuldades. Na cultura levada pela radiotelefonia, desde que sejam pessoas autorizadas as que se encarreguem das divulgações, quem ouve recebe além de uma escolha judiciosa, opiniões pessoais e comentários que aplainam os caminhos e facilitam a compreensão: esta é a grande obra da Rádio Sociedade.

A DOAÇÃO DA RÁDIO SOCIEDADE

A primeira rádio educativa do Brasil, fundada por Edgard Roquette-Pinto e Henrique Morize, não aceitava propaganda política ou comercial e nasceu com compromisso de levar educação e cultura à população brasileira. Por isso, sem condições de manter e modernizar o seu parque de equipamentos, em 7 de setembro de 1936, Roquette-Pinto decidiu doar a emissora a um órgão oficial – o então Ministério da Educação e Saúde -com a condição de que a rádio permanecesse fiel ao seu lema cultural e educativo. E assim foi feito.

O Ministro da Educação e Saúde na época, Gustavo Capanema, reconheceu o gesto altruísta de Roquette-Pinto.

No começo, a Rádio Ministério da Educação, passou por uma reformulação. Novos aparelhos vieram substituir os antigos. Os funcionários foram mantidos no emprego, esta era uma exigência de Roquette para a doação da Rádio. Nesta nova fase foi instituído o horário obrigatório e gratuito obrigando as emissoras de radiodifusão brasileiras a transmitir, diariamente, programas educacionais.

A Inauguração da Rádio Nacional

Em 1936, é criada outra emissora no Rio de Janeiro: a Rádio Nacional; a partir da compra da Rádio Philips, por 50 contos de réis. Seu primeiro prefixo, Luar do sertão, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, era tocado em vibrafone por Luciano Perrone e, em seguida, um locutor anunciava o prefixo da emissora: PRE-8.

No sábado, 12 de setembro de 1936, a nova emissora, que vinha funcionando em caráter experimental, passou a retransmitir a “Hora do Brasil”. O último andar do edifício de “A Noite”, Praça Mauá nº 7, estava em festas. Às 21h, ouviu-se, primeiramente, a característica musical da estação que ia nascer: Luar do Sertão. Logo depois, a voz do locutor Celso Guimarães:

- Alô! Alô! Brasil! Aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!

Em seguida, a Orquestra do Teatro Municipal executou o Hino Nacional Brasileiro. Em nome do Presidente da República, falou o presidente do senado, Sr. Medeiros Neto, que proferiu as seguintes palavras:

- Tenho a honra de inaugurar a Sociedade Rádio Nacional. Declaro inaugurada a Rádio Nacional, PRE-8. Ouviram todos os brasileiros que esta inauguração foi precedida das notas do Hino Nacional, cujos compassos iniciais marcam os primeiros passos gigantescos desta novel sociedade e que constitui grande elemento de defesa deste grande legado de nossos antepassados que é o nosso Brasil. Aqui se levanta mais uma voz pela paz e pela defesa de todos quanto souberem, nesta hora terrível para a humanidade, compreender que ela é mais uma garantia de que na nossa pátria, a liberdade terá sempre um culto. A estação que neste momento se inaugura nasce sob a proteção de uma empresa que em todos os tempos tem sido arauto das grandes aspirações do povo.

- Está inaugurada a grande estação da Sociedade Rádio Nacional.

Logo depois, a PRE-8 procedeu a sua primeira irradiação externa, com seus microfones instalados no Palácio de São Joaquim, onde o Cardeal D. Sebastião Leme, abençoando a nova emissora, disse o seguinte:

- Duas palavras de benção pela inauguração da Sociedade Radio Nacional, pois de benção está sempre transbordando o coração boníssimo do Cristo. Assim, abençoe Deus esta poderosa rádio emissora, para que no céu da pátria saia a espargir sementes de paz, ordem, amor, fraternidade, que desabrochando em alegria cristã, fecunde a vida e o trabalho de todos os lares brasileiros.

Falaram, ainda, os embaixadores de Portugal, da França e do Japão, ministro Gustavo Capanema, os Srs. Lourival Fontes, Nelson Dantas, presidente da Confederação Brasileira de Radiodifusão, Herbert Moses, presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Castelar de Carvalho, em nome do vespertino “A Noite”, e Cauby de Araújo, primeiro presidente da Sociedade Rádio Nacional.

Ao ato de inauguração compareceram ainda autoridades dos vários escalões e representantes de instituições culturais.

Oduvaldo Cozzi, locutor, anunciou a primeira parte do programa inaugural, com acompanhamentos pela Orquestra do Teatro Municipal, sob a regência do maestro Henrique Spedini e participação de Bidu Sayão, Maria de Sá Earp, Giuseppe Danise, Bruno Landi e Aurélio Marcatu, além dos pianistas Mario Azevedo e Dyla Josetti.

A segunda parte do programa foi realizada pela orquestra de concertos da Rádio Nacional, sob a regência do maestro Romeu Ghipsman, tendo Radamés Gnattali ao piano. Participaram da audição os novos contratados da emissora, entre eles os sopranos Abigail Parecis, Dolly Enor e Gilda Fernesew e o tenor Pasquale Gambardella.

Em seguida, Celso Guimarães retornou ao microfone, já então para apresentar outros integrantes do elenco que se formava: Osvaldo Diniz Magalhães, professor de ginástica, a locutora Ismênia dos Santos, que realizaria um programa feminino e um programa infantil, Sônia Carvalho (por coincidência, cunhada do locutor), Marilia Batista e Aracy de Almeida, cantoras de samba; Elizinha Coelho e Silvinha Melo, intérpretes de música folclóricas; Amália Diaz, cantora de tangos; Roxane, intérprete de canções francesas; Orlando Silva e Nuno Roland, músicas brasileiras; Bem Whigt e Bob Lazy, de músicas americanas; Mauro de Oliveira, de tangos; e o fadista Joaquim Pimentel.

Ainda no dia de sua inauguração, à tarde, um avião decorado (em forma de cometa) sobrevoou todos os bairros da cidade, anunciando a festa inaugural da emissora e atirando folhetos de propaganda, alguns dos quais continham frases que davam direito a prêmios de 10, 50, e 500 mil réis.

Rádio Nacional -Jornalismo e Política

Década de 30. Nascimento da classe média. Início do movimento operário. Revolução. No poder, Getúlio Vargas. Nas ruas, o rádio. O país assiste à grande mudança das comunicações e acompanha a luta política.

Em 30 de outubro de 1938, Orson Welles vai ao ar deixando milhares de pessoas em pânico com a certeza de que a Terra estaria sendo invadida por extraterrestres com a transmissão de “Invasão dos Mundos”, peça escrita por H.G. Wells. Também, em 1938, é criada a Voz do Brasil.

Mudança, agitação, transformação na comunicação, na política, no país, no mundo. Em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o rádio passa a ter um papel fundamental na transmissão de fatos diários e notícias do front.

Em 1941, começa o Repórter Esso, marco do jornalismo radiofônico. Três anos depois, o locutor Heron Domingues passa a apresentar o programa.

Nova fase da radiodifusão brasileira

Durante todo o período da Rádio Sociedade e da Rádio MEC, diversos intelectuais e personalidades como Villa-Lobos, Mário de Andrade, Afrânio Peixoto, Bidú Saião, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Fernando Sabino, Fernanda Montenegro, Francisco Anísio, Isaac Karabtchevsky, Guerra Peixe, Manuel Bandeira, Artur da Távola e muitos outros deram sua contribuição à cultura e à educação pela radiodifusão.

Na década de 70, surgiu o Projeto Minerva, em que a Rádio MEC transmitia em cadeia cursos de primeiro grau, complementados com material impresso. Em pouco tempo o projeto foi ampliado para fornecer ao povo a formação de segundo grau através da radiodifusão.

Em 1981 a Rádio MEC passou a fazer parte da Fundação Centro Brasileiro de TV Educativa (FUNTEVÊ) como Centro de Rádio Educativo, uma de suas unidades de Administração Superior. No dia 18 de dezembro do mesmo ano, foi inaugurado o Centro Brasileiro de Rádio Educativo Roquette-Pinto.

Em 1982, através de uma portaria interministerial definiram-se as diretrizes para o Programa Educativo-Cultural, prevendo a criação de um Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa. No ano seguinte, através da Portaria do Ministro da Educação e Cultura, é criado o Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa – SINRED.

Esse sistema veio iniciar uma nova fase para a Radiodifusão Educativa, englobando as emissoras de som (rádio) e as emissoras de imagens (TV).

Em ondas médias e curtas, a Rádio MEC tornou-se um símbolo na Radiodifusão brasileira, opção de cultura e educação.

Acervo radiofônico da Rádio MEC

A Rádio MEC possui, hoje, um dos mais importantes acervos do rádio brasileiro, com quase 50 mil fitas de gravações e programas temáticos. Só o patrimônio de vozes reúne falas de Getúlio Vargas, Luiz Carlos Prestes, Monteiro Lobato, Drummond, John Kennedy, Vinícius de Moraes, Winston Churchill, Baden Powell e Ary Barroso, entre muitos outros. O acervo musical guarda títulos como a “Antologia do Choro”, “Quadrante”, “História do Jazz” e “O humor na História da Música”, além de fitas com gravações inéditas de grandes momentos das músicas brasileira e internacional. Este patrimônio histórico inclui ainda programas educativos e de radioteatro que a emissora produziu.

Também fazem parte deste acervo os grandes momentos da poesia e literatura brasileiras, com Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Rubem Braga e Dinah Silveira de Queiroz que escreviam crônicas semanais, lidas por Paulo Autran no programa “Quadrante”. A Rádio MEC revelou ao mundo o talento da jovem Arlete Pinheiro, que na Rádio MEC se transformou em Fernanda Montenegro. No auge da sua história, a Rádio MEC chegou a manter três orquestras: Sinfônica, de Câmara e Afro-brasileira, além de um trio de violino, violoncelo e piano, de um quarteto de cordas, um coral, um conjunto de música antiga e um quadro de solistas e regentes formados por nomes como Francisco Mignone, Eleazar de Carvalho, Alceo Bocchino, Edino Krieger, Marlos Nobre, Guerra-Peixe, Noel Devos, Iberê Gomes Grosso, Abigail Gomes Moura e Altamiro Carrilho, entre outros.

Hoje a Rádio MEC vive um momento de dinamismo, com novas parcerias, tanto no Brasil como no exterior, e investe na recuperação de seu acervo fonográfico, através da captação de recursos externos, para digitalização deste precioso patrimônio da memória nacional.

Rádio MEC hoje

A MEC AM 800 kHz, 24 horas por dia no ar, é totalmente voltada para a difusão da cultura brasileira. Sua programação contempla a Música Popular Brasileira e gêneros como o samba, o choro, a música regional, a bossa nova e a música instrumental, além de programas dedicados à cultura em geral, educação, cidadania, literatura, poesia e informações sobre grandes temas da atualidade, através de debates, crônicas, análises, reportagens e coberturas de grandes eventos. Os programas de auditório são uma tradição que se manteve na emissora e atrai um público fiel: semanalmente o programa Ao Vivo entre Amigos apresenta grandes nomes da MPB e o Alô Rio Especial diversas atrações musicais e entrevistas. Uma vez por mês outro programa recebe convidados em nosso auditório : o Roda de Choro com apresentação de artistas e grupos do gênero.

A Rádio MEC AM mantém diversas parcerias, tanto nacionais quanto internacionais, como a Rádio Cultura de São Paulo, a Rádio França Internacional, as Rádios Deutsche Welle e Nederland, a ONG Escola de Gente, entre outros. Atualmente, desenvolve trabalhos em conjunto com as emissoras que integram o sistema ARPUB, além de outros parceiros que permitem oferecer uma programação de qualidade à sociedade enquanto emissora pública.

a MEC FM 98,9 MHz dedica 85% de sua grade de programação a transmitir música clássica ou de concerto. No ar 24 horas por dia, com grandes compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos, além de jazz, choro, bossa nova, música instrumental e informação. Na programação diária, agendas culturais divulgam eventos musicais e de artes em geral. Parcerias diversas, como por exemplo com as Rádios Nederland, Deutsche Welle e Rádio Cultura SP, possibilitam intercâmbio de produções.

Toda semana um concerto é transmitido ao vivo do Estúdio Sinfônico Maestro Alceo Bocchino, onde se apresentam para o público solistas, cantores, corais e músicos de câmara brasileiros.; algumas vezes atrações internacionais.

Com uma programação variada, a emissora transmite o segundo programa mais antigo do rádio brasileiro: Música e Músicos do Brasil está há exatos 50 anos no ar, entrevistando compositores, regentes e intérpretes da música de concerto do Brasil e mostrando seu repertório. Já o Ópera Completa permanece no ar há mais de 50 anos e leva sempre uma gravação integral de uma ópera com os mais consagrados elencos do repertório lírico. Bach, Mozart, Villa-Lobos, Debussy, Verdi, Beethoven, Ernesto Nazareth, Chopin, Vivaldi, Radamés Gnattali e vários outros grandes compositores são a alma do repertório da emissora.

Sua programação diária inclui agendas culturais relativas aos eventos musicais e de artes em geral que ocorrem na cidade e também fora do Rio de Janeiro. Sua programação musical conta, também, com importantes parcerias com as Rádios Nederland, Deutsche Welle e Rádio Cultura SP.

2004: a revitalização da Rádio Nacional

A Rádio Nacional do Rio de Janeiro é reinaugurada no dia 3 de julho de 2004, quando terminam as obras de restauração feitas por meio de contrato firmado entre a Radiobrás e a Petrobras. A recuperação do famoso auditório, de estúdios de rádio e teatro, a construção de novos e a restauração do imóvel onde está instalado o parque de transmissores de Itaóca, no município de São Gonçalo, fazem parte da reforma. Além das obras físicas, o convênio inclui a atualização da tecnologia da emissora com a aquisição de novos equipamentos, como um transmissor de 50 quilowatts que substitui o antigo, de quase 30 anos.